O câncer de mama é responsável por quase um quarto dos novos casos de câncer entre as mulheres
O câncer de mama continua sendo um dilema de saúde pública mundial e atualmente é o tumor mais comum em todo o mundo. A conscientização sobre o câncer de mama, a atenção do público e o avanço nos exames de imagem da mama tiveram um impacto positivo no reconhecimento e rastreamento do câncer de mama (1). Cerca de uma em cada vinte mulheres será diagnosticada com câncer de mama ao longo da vida (2). Em 2020, havia 2,3 milhões de mulheres com diagnóstico de câncer de mama e 685.000 mortes em todo o mundo (3). Atualmente, aproximadamente 90% das mulheres com câncer de mama sobrevivem 5 anos ou mais após o diagnóstico (4).
A via do câncer de mama (5)
A incidência de câncer de mama em países desenvolvidos continua aumentando; no entanto, a taxa de mortalidade sofreu um declínio substancial. Isso pode ser atribuído a métodos aprimorados de tratamento, implementação de programas de rastreamento e técnicas de imagem aprimoradas. De maneira crítica, a detecção precoce garante o melhor resultado para o paciente, com sobrevida determinada grosseiramente pelo estágio da doença no momento do diagnóstico inicial. Nesta era de incidência crescente de câncer de mama, garantir o diagnóstico o mais cedo possível requer melhorias adicionais nas capacidades das modalidades diagnósticas atuais e o desenvolvimento de novos sistemas de imagem. Três modalidades são usadas atualmente na rotina clínica para o diagnóstico de imagem da mama:
- A mamografia e a tomossíntese digital da mama exploram a atenuação do raio-X à medida que passam pelo tecido mamário, medido pelo coeficiente de atenuação do tecido;
- A ressonância magnética (RM) usa ondas de rádio, gradientes de campo magnético e agentes de contraste para excitar e medir a localização dos átomos de hidrogênio;
- O ultrassom (US) explora as diferenças na impedância acústica entre os tipos de tecido à medida que as ondas sonoras se propagam na mama.
A mamografia é a técnica de imagem padrão ouro para rastreamento, acompanhamento ou em caso de sinais clínicos (6).
Porém, em alguns casos, a mamografia tem sensibilidade limitada no que se refere ao estudo das mamas de alta densidade (7), o que requer exames complementares como ultrassonografia (8) e / ou ressonância magnética (9).
Nos últimos anos, novas técnicas menos dispendiosas e mais acessíveis do que a ressonância magnética, incluindo a mamografia com contraste (CESM, do inglês Contrast-enhanced Spectral Mammography) ,foram desenvolvidas (10). Essa técnica melhora a sensibilidade da detecção do câncer de mama, pois fornece maior contraste e melhor delineamento da lesão do que a mamografia sozinha (11,12).
Exemplo de boa concordância entre a medição do diâmetro do tumor entre CESM e RM de mama (13)
Cortesia das imagens do dr. M. Lobbes, MD, PhD; Zuyderland Medical Center e Maastricht University Medical Center, Holanda.
Exemplo de imagem de boa concordância entre as medições do diâmetro do tumor usando CESM e ressonância magnética RM de mama. O câncer é mal definido na imagem CESM de baixa energia (A) e pode ser medido com mais segurança na imagem recombinada (B, 60 mm). As imagens T1w subtraídas com contraste (C) mostraram uma massa irregular semelhante (63 mm). Os resultados patológicos finais mostraram um carcinoma ductal invasivo de 60 mm.
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Contrast-enhanced Mammography: State of the Art | Radiology (rsna.org), Maxine S. Jochelson, MD, Marc B. I. Lobbes, MD, PhD
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Fontes e referências
- Akram et al. Awareness and current knowledge of breast cancer Biol Res (2017) 50:33
- Breast Cancer | The Cancer Atlas
- Breast cancer (who.int)
- Breast Cancer Survival Rate: Prognosis by Age and More (healthline.com)
- Moloney Brian M. et al Breast Cancer Detection – A Synopsis of Conventional Modalities and the Potential Role of Microwave Imaging - Diagnostics 2020, 10, 103; doi:10.3390/diagnostics10020103 www.mdpi
- Sardanelli, Eva M. Fallenberg et al. Mammography: an update of the EUSOBI recommendations on information for women Francesco Insights Imaging (2017) 8:11–18
- Emaus MJ, Bakker MF, Peeters PH et al (2015) MR Imaging as an additional screening modality for the detection of breast cancer in women aged 50-75 years with extremely dense breasts: the DENSE trial study design. Radiology 0:141827
- Kolb TM, Lichy J, Newhouse JH (2002) Comparison of the performance of screening mammography, physical examination, and breast US and evaluation of factors that influence them: an analysis of 27,825 patient evaluations. Radiology 225:165–175
- Liberman L, Morris EA, Kim CM et al (2003) MR imaging findings in the contralateral breast of women with recently diagnosed breast cancer. AJR Am J Roentgenol 180:333–341
- M. Fallenberg et al. (2014). Contrast-enhanced spectral mammography versus MRI: Initial results in the detection of breast cancer and assessment of tumour size. Eur Radiol (2014) 24:256–264
- Dromain C, Thibault F, Muller S et al (2011) Dual-energy contrast enhanced digital mammography: initial clinical results. Eur Radiol 21:565–574
- Dromain C, Thibault F, Diekmann F et al (2012) Dual-energy contrast- enhanced digital mammography: initial clinical results of a multireader, multicase study. Breast Cancer Res 14:R94 21:565–574 25.
- Marc B.I. Lobbes et al. The Quality of Tumor Size Assessment by Contrast Enhanced Spectral Mammography and the Benefit of Additional Breast MRI. Journal of Cancer 2015, Vol. 6 144 -150
P21000913 – September 2021